O que é o swing?

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Desde os primórdios da civilização, a sexualidade é tida como um tabu. Se tratando do swing e outras práticas ditas “não convencionais”, é comum que o tabu venha acrescido de boas doses de preconceito e julgamento.

Por isso, vamos dar um passo para trás e entender do que estamos falando: para início de conversa, o swing nada ter a ver com “putaria” ou “amoralidade”. Ele é apenas um meio através do qual casais exploram a sexualidade a fim de tornar o ato sexual mais libertador e prazeroso.

Não é um “universo sem regras”, pelo contrário: é um estilo de vida e um termo amplo, que serve para designar uma grande variedade de interações. Não tem como matriz a poligamia, mas a experimentações sexuais feita dentro da monogamia.

Se ficou curioso e deseja saber mais sobre o assunto, acompanhe o nosso conteúdo e conheça mais sobre o universo do swing, quem são os swingers e tire as suas principais dúvidas!

O que é o swing

Como dito anteriormente, o Swing é um termo amplo e serve para definir uma variedade de interações. Não tem por base a poligamia, pelo contrário, ele é um acordo dentro feito por casais monogâmicos, onde a “troca” é permitida (ou não).

A parte do “ou não” é explicada pelas diferentes modalidades existentes no universo swinger:

  • No Swing: O casal pode optar por uma abordagem “no swing”, onde não há a troca de casais, embora o sexo ocorra no mesmo ambiente em que há outros casais transando.
  • Soft Swing: O “soft swing” ou Swing Parcial é aquele onde ocorre a troca, mas ela fica restrita a carícias, beijos e ao sexo oral, não ocorrendo a penetração.
  • Hard Swing: Já nos casos de “hard swing” ou Troca Total, a penetração ocorrerá.
  • Ménage: Também há, entre as modalidades, o ménage, que ocorre quando há a inserção de um solteiro.

No Swing não há qualquer restrição quanto à orientação sexual dos envolvidos: há mulheres bissexuais com parceiros heterossexuais, bem como homens bissexuais e parcerias heterossexuais. Casais estritamente heterossexuais, homossexuais ou ambos bissexuais.

E que tal desconstruir o tabu sobre o Swing?

Embora os primeiros tabus tenham surgido em meio ao processo civilizatório e estejam intimamente ligados à religião presente em determinado local (em especial as monoteístas), a prática do swing – que ainda não recebia tal nome -, já acontecia:

Os Gregos e Romanos promoviam orgias amplamente aceitas para celebração da prosperidade econômica e política. No Alasca, a troca de casais era uma estratégia para a sobrevivência e perpetuação da espécie.

No início do século XX, filmes pornográficos franceses produzidos a partir de 1910 apresentavam a troca de casais em seus roteiros e, na década de 1950, na Califórnia, ocorriam encontros de casais onde os homens depositavam as chaves de seus carros em um recipiente e as esposas escolhiam aleatoriamente uma chave, que apontava quem seria o parceiro sexual daquela noite.

O movimento hippie e a maior liberdade sexual experimentada por mulheres na década de 1970 também contribuíram para a revisão do tabu, pois, afinal, a prática do swing é tão natural quanto qualquer outra experimentação sexual consensual (excluímos aqui, evidentemente, quaisquer transtornos parafílicos, tais como a pedofilia, a zoofilia e a necrofilia).

Desta forma, o que não é natural e, por isso, deve ser combatido, é o exercício social, político ou religioso de poder e controle sobre os corpos e os seus prazeres. Revisitar esse tabu e discutir a respeito, é modificar e ressignificar a ideia do swing, dissolvendo pouco a pouco os preconceitos e o julgamento que recai sobre os seus adeptos.

E quais são as regras do Swing?

Quando falamos sobre regras, devemos pensar em dois grupos: As regras existentes em clubes de swing, que são objetivas; e as de outro tipo, que vão além desses espaços e compreende acordos criados pelos casais que aderem ao estilo de vida swinger.

No primeiro caso, há especificidades de local para local, mas, sendo casas de swing, prioriza-se a dinâmica entre casais, podendo ser espaços fechados à solteiros ou com dias e eventos específicos onde há permissão para esse público. É possível que ocorra, ainda, a diferenciação entre solteiros e casais por meio de pulseiras identificatórias.

A regra principal é estar em um relacionamento, além de ser fundamental o consentimento. Casas de swing são espaços onde o “não” é super bem vindo, afinal, o objetivo é criar um ambiente de privacidade e liberdade para a realização de quaisquer fantasias do casal. Ninguém é obrigado a participar de dinâmicas ou concordar com a troca se não houver interesse em outros indivíduos.

Falaremos mais a respeito das casas de swing abaixo.

Voltemos a nossa atenção, agora, aos acordos estipulados por casais que aderem ao estilo de vida. Além das modalidades acordadas (no swing, soft swing, hard swing ou ménage), é ideal que exista um diálogo sobre as necessidades e limites de cada um dos envolvidos.

Não desejamos estipular regras – ou imaginamos ter qualquer papel na relação de outros casais -, mas é importante lembrar que o swing é voltado ao prazer e a descoberta da sexualidade de cada qual.

Ele não deve ser praticado a partir da imposição de uma das partes, nem com o objetivo de “salvar relacionamentos”, pois acredite: o tiro pode sair pela culatra. Em cenários onde o swing surge para contornar inseguranças, elas podem, na verdade, ser ressaltadas ao ver o parceiro/a com outras pessoas.

Por isso, a nossa recomendação principal é que haja um diálogo transparente e que cada uma das partes seja honesta – com o respectivo parceiro, mas, sobretudo, consigo. Esse diálogo deve ser renovado sempre que houver desconfortos e novos acordos devem ser postos sobre as práticas sexuais que serão aceitas ou não com outros indivíduos. Pense nisso!

Locais para quem deseja aderir ao estilo de vida swinger

Como já mencionamos, existem as casas de swing, que são espaços físicos semelhantes às baladas convencionais, com bar e pista de dança, mas que contém ambientes específicos.

É comum que nessas casas existam áreas de maior intimidade, sejam os camões (camas imensas onde vários casais podem transar simultaneamente) ou os darkrooms (ambientes escuros com poltronas e sofás para a experimentação sexual).

O meio virtual é também uma forma de conectar indivíduos interessados em realizar a troca de casais. Há redes sociais, fóruns e comunidades que discutem o tema e que fazem a conexão entre os interessados

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