Latest posts

Fetiche ou Fantasia?

Quando há um fetiche, o objeto inanimado ou parte do corpo humano agem como uma necessidade do indivíduo, podendo ser a única maneira de se excitar ou atingir o orgasmo. Na fantasia, isso não acontece.

O que é o swing?

Embora os primeiros tabus tenham surgido em meio ao processo civilizatório e estejam intimamente ligados à religião presente em determinado local (em especial as monoteístas), a prática do swing – que ainda não recebia tal nome -, já acontecia:

Dicas de masturbação para melhorar a qualidade do sexo e obter orgasmos mais intensos

O principal – e um dos melhores -, fatos sobre a masturbação é que não existe uma maneira certa ou uma maneira errada de se masturbar. O objetivo é que seja bom e que você consiga se sentir conectado sexualmente consigo mesmo. A forma como fará isso pouco importa.

É provável que você pense e sinta que sabe exatamente o que funciona para você, mas isso não deveria impedir de descobrir coisa ou outra que também melhorem a maneira como se masturba hoje. Dedicar um tempo à orgasmos mais fortes pode fazer a diferença e melhorar a sua vida sexual, tanto sozinho quanto acompanhado.

E já que estamos falando de fatos, devemos tocar em um segundo ponto. Sabemos que orgamos são maravilhosos, mas vale lembrar que para algumas mulheres, por exemplo, eles são difíceis de atingir, quando não impossíveis. 

Embora a nossa cultura seja focada no orgasmo, o que faz com que ele pareça um objetivo a ser atingido com a masturbação, esse não deveria ser o motivo pelo qual nos masturbamos.

Há muitos benefícios associados à prática (redução do estresse, descobertas de novos caminhos de prazer e, para as mulheres que menstruam, um alívio das cólicas) e a busca constante por esse final mágico pode fazer com que não aproveitemos a jornada até lá.

Dito isso, elaboramos um conteúdo para você, que está procurando formas de melhorar a sua vida sexual particular e deseja aprender como ter orgamos mais longos e intensos. Sente-se confortavelmente e atente-se as dicas que farão você aproveitar a sua experiência do começo ao fim:

Conheça as suas armas

Em outras palavras, esteja familiarizado com os seus órgãos genitais. Antes de aprender a melhor maneira de se dar prazer, você precisa entender melhor sobre a sua própria anatomia.

Tire um tempo para dar uma olhada nos seus órgãos genitais. Saber com o que está lidando vai ajudar a brincar melhor e a explorar as possibilidades. Uma sugestão é obter uma imagem ou um diagrama simples e explicativo e, com o auxílio de um espelho, identificar as partes expostas.

Vale a pena conhecer, também, o esquema de genitais de seu parceiro, caso possua uma estrutura diferente da sua; uma mulher cis, por exemplo, pode se beneficiar do entendimento sobre o sistema de seu parceiro – homem cis. De forma que também é importante e fundamental entender a melhor forma de dar prazer ao seu parceiro ou parceira trans.

Assista vídeos de outras pessoas se masturbando

Pode soar como uma dica controversa, mas estamos falando sobre algo específico. A busca, aqui, deve ser por modelos de masturbação realistas (como os planos do OMGYes), não pornográficos. 

Ver alguém se divertindo além de ser excitante – independente de sua orientação sexual -, pode ensinar coisa ou outra que ainda não sabíamos.

Não censure as suas fantasias

As fantasias assumem um papel importante no processo da masturbação, então liberte a sua mente sem receios. Entregue-se às suas fantasias, seja lá quais forem elas.

O cérebro é o motor do orgasmo, então deixe que ele vague livremente, sem controle ou censura. Você pode fantasiar com uma noite romântica ou um sexo grupal em uma van estacionada sabe-se lá onde. Permita-se criar os próprios cenários e roteiros com liberdade.

BDSM chicote algemas

Não tenha vergonha de suas fantasias e não se apegue ao que o modelo cultural impõe sobre ser ou não aceitável. Quando falamos sobre os nossos pensamentos, vale tudo.

Não oprima os seus sons

Se você divide a casa com outras pessoas, ficar quieto pode ser a única saída. Mas não oprima os seus sons por sentir-se estranho ao fazer qualquer barulho estando desacompanhado.

Não significa reproduzir sons que ouvimos com a pornográfica. Tanto a emulação de sons quando o completo abafamento podem afetar a nossa tensão orgástica. Através dos gemidos, grunhidos e suspiros, alteramos o ritmo da nossa respiração.

Se por algum acaso retemos a respiração, isso afetará o nosso fluxo sanguíneo e a oxigenação dos músculos, dificultando ou até impedindo uma resposta orgástica ao estímulo. Por isso, se sentir vontade de grunhir, de suspirar ou gemer alto, vá em frente.

Os nossos sons são uma parte importante da resposta sexual e quando paramos de censurá-los, o nosso prazer e orgasmo consequente – para alguns casos -, podem se intensificar. 

Inclua brinquedos sexuais na diversão

Não fique apenas na masturbação manual, dê aos brinquedos uma oportunidade para provar o seu valor. Sozinho ou acompanhado, os brinquedos sexuais tornam a experiência mais interessante.

Não é incomum ouvir relatos que defendem que o uso desses brinquedos leva a orgasmos mais intensos em decorrência de sensações vibratórias. E a melhor parte: existem modelos para atender a todas as preferências. 

Para mulheres – onde posso falar com mais propriedade -, que gostam da estimulação do Ponto G junto à clitoriana, existem modelos que estimulam os pontos sensíveis simultaneamente. Essa estimulação dupla ativa inúmeras vias nervosas, promovendo orgasmos mais poderosos, já que o clitóris estará comunicando prazer ao cérebro pelo nervo pudendo e o ponto G, pelo nervo vago.

Não fique na mesma posição

Quando falamos sobre posições sexuais pensamos geralmente em um sexo acompanhado, mas você pode experimentar diferentes posições enquanto se masturba para obter ainda mais prazer.

A lógica é a mesma: no sexo com um parceiro, mudar de posição ajuda a descobrir novos ângulos e caminhos par o prazer e a penetração. Também acontece na masturbação. De barriga para baixo, com o apoio de um travesseiro para alterar o ângulo dos quadris. Levar um banquinho para o chuveiro e sentar-se durante a masturbação: tudo vale.

A novidade e a experimentação também são afrodisíacos naturais, então, mude um pouco as coisas de lugar, dê espaço para o inusitado.

Lubrifique-se

Há quem ainda pense que o uso de lubrificantes é indicado somente a casos específicos; mulheres mais velhas ou incapazes de ficar fisicamente excitadas. Deixemos claro que nada disso é verdade, antes de continuar.

Os lubrificantes são ferramentas que ajudam a ter um sexo melhor, ainda que a lubrificação natural não seja um problema. O exemplo que sempre usamos é o do sorvete. O seu sorvete preferido não precisa de uma calda para ficar gostoso, mas com ela fica um pouco melhor, não é?

Com o uso de lubrificantes, você poderá expandir o número de posições, de brinquedos e de técnicas que podem ser utilizadas sozinho ou acompanhado. Adicione algumas gotas na ponta do brinquedo favorito (lembrando que, brinquedos feitos a partir de silicone não devem ser misturados a lubrificantes de silicone), na palma da mão para deixá-la bem lubrificada ou na ponta dos dedos.

Trabalhe o assoalho pélvico

Outra maneira de atingir orgasmos mais fortes é exercitando a musculatura do assoalho pélvico. Fisioterapeutas especializados podem ajudar a identificar pontos fortes ou fracos, e, ensinar técnicas para a tonificação.

A resposta sexual torna-se mais intensa, logo, o prazer e o orgasmo. 

A mão livre pode ajudar!

A masturbação não precisa e não deve ter como foco somente os genitais. Há uma outra mão livre, use-a para dar um pouco de carinho também as suas outras zonas erógenas. Permita-se sentir e saiba quais são as sensações adicionais que incluirá no sexo daqui em diante.

Desafie-se

Se tiver com um tempinho sobrando, tire um dia para se desafiar. Em outras palavras, masturbe-se até chegar próximo ao orgasmo e, então, vá esfriando, para depois voltar a aumentar os movimentos e a excitação.

A grande sacada de chegar próximo ao orgasmo e recuar, é que, quando finalmente acontece, a sensação é intensificada. É possível praticar o dia inteiro ou dobrar o tempo de cada sessão particular.

No fim das contas, não importa como você escolhe dar carinho a si mesmo, o mais importante é ter em mente que o objetivo não é o orgasmo, mas a conexão consigo e o aprendizado sobre o próprio corpo.

É pela experimentação que, quando desejamos (e conseguimos) atingimos orgamos melhores e mais intensos. E, pela autodescoberta, aprendemos a aperfeiçoar o prazer sexual como um todo.

Como escolher o melhor vibrador

É natural que uma pessoa que nunca tenha usado ou comprado um vibrador, possua dúvidas na hora de fazer a melhor escolha. Perguntas como “por onde começar” ou “como escolher” permeiam a cabeça das inciantes. E, se for esse o seu caso, está no lugar certo.

Aqui reunimos as principais dicas e sugestões que irão levar ao que melhor atende as suas expectativas. Acompanhe:

Por onde começar?

Pelo básico: com as mãos. Uma boa maneira de descobrir o que procura em um vibrador é utilizando as mãos para explorar o próprio corpo. Para que seja feita a melhor escolha, é importante que você saiba o que lhe dá prazer.

Conhecendo melhor o seu corpo e as suas zonas reativas, você conseguirá refletir sobre três pontos que devem ser considerados no momento da escolha:

1. Onde você deseja ser estimulada? 

Prefere uma estimulação interna (vaginal ou do ponto G) ou externa (clitoriana)? O vibrador será usado com o seu parceiro? Será destinado ao sexo anal? Foque em apenas uma das intenções para facilitar a escolha inicial. E, passada a primeira experiência, siga experimentando novas sensações com diferentes brinquedos.

2. Além de entender onde deseja ser estimulada, pense no uso que será dado: individual ou com um parceiro? 

Caso o vibrador seja para o se uso exclusivo, somente os seus desejos e objetivos devem ser considerados. Quando envolve uma segunda pessoa, é importante saber se será usado durante as preliminares, na penetração ou em ambos os momentos. E a participação do outro não é somente sobre “quando”, mas se ele deseja entrar também na brincadeira.

3. Por fim, qual a sensação que você está procurando obter? 

Nós podemos colocar os vibradores em duas categorias: os que são vibrantes e os que chamaremos de “estrondosos”. Não se apegue ao nome, mas, a função: com a vibração, chega-se ao orgasmo mais rápido. Já os “estrondosos” geram uma sensação mais profunda e prolongada, que auxilia às mulheres que têm dificuldade de atingir o orgasmo. Além dos dois tipos, existe um terceiro, para as amantes do sexo oral. Nessa categoria estão os vibradores de sucção clitoriana.

Tenha em mente que você pode não gostar tanto de seu primeiro brinquedo sexual. Mas não deixe que isso te desanime, pois existem inúmeras alternativas, funções, tamanhos e sensações possíveis. Aproveite toda e qualquer oportunidade de aprender sobre o seu corpo e sobre o seu prazer.

Os vibradores ampliam as possibilidades sexuais e alteram os limites do prazer

Os vibradores – e brinquedos sexuais, de forma mais ampla -, oferecem sensações completamente diferentes das experimentadas em qualquer outra forma de prazer sexual. 

Quando se explora os diferentes modos de usar e os locais passíveis ao uso, todo um novo mundo de prazer se abre a sua frente. Muitas mulheres que não conseguiam atingir o orgasmo do ponto G, por exemplo, acabam por experimentá-lo através do uso de dispositivos.

Existe algum risco do brinquedo passar a ser a única forma de gozar (ou obter prazer)?

Algumas pessoas temem que, ao usar e gostar de brinquedos sexuais, toda a relação com o sexo, anterior à experiência, será modificada. Se essa for uma de suas dúvidas, fique tranquila: o vibrador é, antes de tudo, um brinquedo sexual, e, como tal, deve ser usado para tornar a dinâmica divertida e prazerosa.

Se descobrir que um determinado brinquedo é a melhor ou a única maneira de chegar ao orgasmo, não pense duas vezes: use-o sozinha e utilize-o no sexo com o seu parceiro. Uma experiência sexual deve girar em torno do prazer. 

Caso os vibradores se apresentem como ferramentas úteis para melhorar o seu bem-estar e adicionar um tempero a sua sexual, nem pense duas vezes ao adicioná-lo em suas experiências.

Por fim, a dúvida pode ser sobre o dispositivo ser capaz de produzir vício. E, sim, certamente o é, como qualquer outra coisa que o faça sentir bem e proporcione prazer. É o caso de exercícios, drogas, álcool, alimentos e o sexo, pois todos eles liberam um coquetel bioquímico semelhante em seu organismo.

O que você pode fazer é manter-se atento. Se a frequência em que usa o seu brinquedo sexual está fazendo com que se sinta mal ou afeta o seu dia a dia, talvez seja necessário buscar por apoio profissional.

Masturbação faz bem à saúde – com ou sem o uso de vibradores

A masturbação regular traz benefícios à saúde física. Para início de conversa, quando você se masturba, o seu corpo passa a reconhecer melhor estímulos sexuais, o que favorece o relaxamento e a lubrificação no momento do sexo. 

Além disso, existem brinquedos, como as bolas de kegel, que tem potencial de melhorar a força do assoalho pélvico, o que pode resultar em orgasmos mais fortes e orgasmos múltiplos.

Cuidados que antecedem o uso do vibrador

Os vibradores (e todos os outros brinquedos sexuais que possam ser inseridos em seu corpo) devem ser limpos antes e após o uso. Certas infecções podem viver em seus brinquedos sexuais, se não forem higienizados adequadamente, o que o coloca em riscos e pode também colocar o seu parceiro, se utilizarem juntos.

Água e sabão funcionam bem, existem também limpadores especializados, além de haver dispositivos fervíveis. Verifique as indicações contidas na embalagem para não danificar o seu brinquedo. E lembre-se de lavar também as mãos (antes e depois).

O uso de lubrificantes

Os vibradores, dildos e outros brinquedos não possuem tato ou lubrificação natural, quando comparados ao nosso corpo. Por isso, tanto para os brinquedos externos quanto para os internos, é aconselhável o uso de lubrificantes.

Os lubrificantes aprimoram a experiência, tornando-a mais confortável. Não é pré-requisito, mas é uma dica para se ter em mente. Nós indicamos lubrificantes a base de água, pois são melhores para a pele e não correm o risco de danificar os brinquedos.

E um conselho para toda a vida: nunca, jamais, faça o uso de lubrificantes de silicone com brinquedos de silicone, pois eles danificam o material. E, aos veganos, saibam: nem todos os lubrificantes o são. Verifique sempre a embalagem.

Vibradores para estimular o clitóris

Modelos como o vibrador de clitóris da kandid são ideais para quem está começando. A fun factory possui também opções interessantes (e, não se restrinja às marcas citadas; foque nos modelos para encontrar semelhantes que utilizem os materiais de sua preferência, nos valores mais adequados à sua realidade)

O interessante nesse tipo de vibrador é que eles podem ser utilizados para estimular diretamente o clitóris ou, para uma experiência menos intensa, ao redor dele. Por ser pequeno, faz dele uma opção portátil e fácil de ser transportada (se for pré-requisito para o sexo e o sexo não acontecer em sua casa).

Esse tipo de vibrador é projetado para caber nas mãos e os botões são posicionados de maneira que facilita percorrer as configurações de velocidade e intensidade durante a utilização.

Vibradores para penetração

A kandid possui o The ribbed one, que, de novo, deve servir como modelo a se pesquisar e não como a única possibilidade de compra. Semelhantes a ele, há o vibrador de ponto G da Evelyn – mais acessível -, e o pulsador stronic da Fun Factory, que atendem bem aos pré-requisitos.

E os pré-requisitos são atendidos, pois, todos eles são brinquedos robustos, e são do tipo “estrondoso”, que se penetram pela pélvis promovendo um prazer sustentado. O design ergonômico permite que seja inserido confortavelmente, além de ser voltado ao estímulo do ponto G.

Após as nossas dicas e orientações, você já pode “adicionar ao carrinho” o seu primeiro vibrador. Não perca tempo!

 

Como lidar com a ejaculação precoce – dicas para retardar o orgasmo e melhorar a qualidade do sexo

Antes de começar, é bom que deixemos claro um ponto: não existe um padrão de tempo ou tempo ideal para se gozar. Isso varia de uma pessoa para outra e também nas diferentes relações que podemos ter ao longo da vida.

Não há qualquer problema em gozar mais “rápido” ou levar algum tempo para atingir o clímax. O problema começa a existir quando você ou o seu parceiro estão sofrendo com a ejaculação precoce a ponto de afetar negativamente a vida sexual.

Existem algumas dicas que podem beneficiar a relação e minimizar os impactos do problema. O indivíduo que sofre por atingir rápido o orgasmo pode recorrer a algumas alternativas, bem como existem procedimentos que o casal pode tentar na hora do sexo.

Para saber mais, acompanhe o nosso conteúdo e atente-se as dicas. Devemos destacar que, a leitura de um artigo não substitui a visita e o acompanhamento médico, especialmente quando afeta a autoestima e o bem-estar.

Algumas considerações sobre a ejaculação precoce

Embora algumas mulheres (cis) possam atingir o orgasmo mais rápido do que gostariam, esse é um problema vivenciado, na maioria das vezes, por homens (cis). 

Muito é dito sobre o assunto, mas não existem, ainda, estudos sólidos a respeito da ejaculação precoce que apresentem soluções definitivas.

O que se sabe é que um a cada três homens experimentam a ejaculação precoce em algum momento de suas vidas, pelo menos é o que estimam os profissionais da saúde. Diante desse cenário, há algumas alternativas que começam a aparecer:

Alguns recorrem a medicamentos, outros à masturbação ou anestésico. Por fim, a quem encontre a solução através da terapia. A maioria das opções vem acompanhada de prós e contras. Veja:

Medicando a ejaculação precoce

Não existem medicamentos hoje no mercado que tratem especificamente da Ejaculação precoce. Quando medicada, geralmente é feito o uso de inibidores seletivos da receptação de serotonina (também conhecidos como antidepressivos).

Esses medicamentos podem atuar no organismo retardando o orgasmo, o que faz deles uma escolha para alguns indivíduos que sofrem com o problema. É claro que esta é uma estratégia mais radical e deve ser, obrigatoriamente, acompanhada e indicada por um profissional qualificado.

Sabendo da existência dessa possibilidade, a nossa orientação é que agende uma consulta e converse com o seu médico sobre a possibilidade de inserir medicações no tratamento da ejaculação precoce (ou recomende a seu parceiro que faça isto).

A masturbação como alternativa

Menos agressiva que a medicação, está a masturbação como forma de reduzir os impactos da ejaculação precoce na vida sexual de um casal. Aqui, você (se for o afetado) ou o seu parceiro devem se masturbar antes da relação sexual acontecer.

Embora possa ser um método efetivo, ele depende de planejamento, pois você precisará saber com antecedência 1) quando irá transar e 2) qual é o seu (ou de seu parceiro) período refratário. 

O período refratário é o tempo após o orgasmo durante o qual alguém não consegue ter uma ereção novamente. Por isso, o método demandará um pouco mais de atenção e elaboração. 

É claro que se for algo que precisa ser solucionado para que o sexo aconteça de uma força melhor, vale a pena experimentar e ver como funcionará na dinâmica do casal.

Os agentes anestésicos para retardamento do orgasmo

Algumas pessoas recorrem a agentes anestésicos. Eles são fáceis de obter e geralmente ficam na ala de saúde sexual da maioria das farmácias, junto aos preservativos. Quando aplicados no pênis, diminuem a sensibilidade.

Essa diminuição pode auxiliar a retardar o orgasmo em quem tem uma tendência ou está passando por um momento de superestimulação. Mas há, também, uma desvantagem.

Indivíduos que experimentaram os agentes anestésicos como solução ao problema relataram que a perda de sensibilidade é excessiva, o que torna difícil manter uma ereção. Então aqui, além de atenção, será preciso encontrar o equilíbrio.

A Terapia

A terapia pode auxiliar à superação de episódios de ejaculação precoce. Pelo menos é o que aponta um estudo realizado com 58 pessoas que sofrem com o problema. Ao visitar um terapeuta entre duas e três vezes por semana (um total de seis), 80% dos participantes reportaram melhorias.

Um terapeuta é capaz de ajudar você ou o seu parceiro a descobrir quaisquer questões psicológicas subjacentes que podem estar contribuindo para um orgasmo mais rápido.

O que o casal pode fazer

Caso você ou o seu parceiro estejam sofrendo com episódios de ejaculação precoce, existem coisas que o casal pode tentar. 

A primeira delas gira em torno de direcionar o foco do prazer e estímulos para o parceiro que está sendo “deixado na mão” durante a experiência sexual. 

Após essa pessoa (que pode ser você) atingir o orgasmo é que deve-se iniciar qualquer ato que possa levar a ejaculação, seja o sexo vaginal, anal ou oral. Vale o que for proporcionar mais prazer e tornar mais agradável a experiência dos envolvidos.

Masturbação vaginal

Uma outra alternativa é começar e parar, começar e parar, começar e parar. Sim, exatamente o que parece: dá-se início a penetração, há movimentos sutis, e, quando começar a sentir a temperatura aumentando, pare por completo!

Isso acalmará os ânimos, afastando a ejaculação até que vocês possam voltar para mais um pouco (pausa; e mais um pouco. pausa; mais um pouco). Aproveite os intervalos para se tocar (ou tocar o seu parceiro) e para dizer tudo o que acontecerá nos momentos futuros. Isso manterá o clima do momento e fará que os dois continuem animados.

Existe uma terceira possibilidade, onde aperta-se o pênis antes que atinja o orgasmo. Quando estiver “quase lá”,  uma dica é agarrar o pênis entre a glande e o eixo e apertá-lo por 30 segundos. É a opção mais deliciosa? talvez não, mas sem dúvidas interrompe o que está por vir. Pode ser repetido algumas vezes durante o sexo para retardar o orgasmo.

Por fim, se a velocidade em que se atinge o orgasmo está sendo um problema na relação, não fique chateado: cá estão algumas das diversas soluções possíveis. Experimentem e encontrem o melhor caminho para uma vida sexual satisfatória.

Os 8 Melhores brinquedos sexuais para iniciantes

Adentrar ao vasto universo dos brinquedos sexuais pode ser intimidador para quem não sabe exatamente por onde começar. É preciso estar disposto a investir na descoberta ciente de que não há evolução do produto caso não gostemos dos resultados.

Para tornar a sua busca mais simples, elaboramos uma lista com os melhores brinquedos sexuais para iniciantes, atendendo a quem deseja aprimorar a performance solo ou testar algo diferente com o parceiro. 

Antes de continuarmos, é bom lembrar de checar, na hora da compra, quais são os materiais utilizados na fabricação do brinquedo, especialmente quando estamos considerando a compra de próteses, plugs anais ou qualquer outro tipo que seja inserido dentro do corpo.

Os parâmetros de segurança de brinquedos sexuais não são bem regulamentados, fazendo com que, brinquedos mais baratos, por vezes, sejam feitos com a utilização de materiais porosos (criando um terreno fértil para a proliferação de bactérias), irritantes ou mesmo tóxicos.

A preferência é sempre por brinquedos feitos com silicone ou aço inoxidável. Ambos os materiais, além de duráveis, não são porosos, o que facilita a limpeza e desinfecção após o uso – que, diga-se de passagem, é uma parte fundamental da manutenção dos brinquedos sexuais.

Vale lembrar que, se o brinquedo for feito de silicone, não use lubrificantes que tenham silicone em sua base, eles causarão danos. Dê preferência aos lubrificantes a base de água.

Dadas as orientações iniciais, vamos a lista. Acompanhe e encontre o brinquedo que satisfará a sua curiosidade e transformará a sua experiência sexual.

Os 8 Melhores brinquedos sexuais para iniciantes

1. Mini Vibradores

Quando falamos sobre vibradores, acredite: tamanho não é tudo, principalmente para quem está buscando uma alternativa portável, que seja pequena e discreta o suficiente para caber em uma bolsa ou mochila.

Há mini vibradores no mercado que operam abaixo de 30 decibéis, o que os torna imperceptíveis, mesmo quando usados em locais “não tão privados”. Alguns são feitos, também, com silicone super macio, proporcionando uma estimulação intensa.

 

 

2. Cinta peniana (strap on)

As cintas penianas são feitas em uma variedade de estilos impressionante e contendo inúmeros recursos. Dê preferência às cintas penianas que sejam ajustáveis e laváveis à máquina. 

As próteses penianas podem variar, mas, devemos mencionar, mais uma vez: dê atenção aos materiais. Prefira sempre as opções fervíveis, hipoalergênicas e, claro, confortáveis de usar.

Não somente cintas penianas que já vem com próteses podem ser encontradas no mercado. Você pode comprar somente o suporte com arnês ajustável que sirva de encaixe para diferentes formatos e tamanhos de próteses penianas (que podem ser obtidas separadamente, de acordo com suas preferências).

Bônus: como escolher a melhor prótese (Dildo).

Há uma infinidade de cores, tamanhos, texturas (espirais, saliências) e aspectos (mais ou menos realísticos). Para encontrar o ideal, determine, primeiro, qual será o tamanho.

Quando muito compridos, podem tocar o cérvix e causar desconforto. Se muito largos, causam dor. Por isso, verifique o diâmetro e a comprimento antes da compra para que se faça um uso confortável.

Na categoria “dildo”, existem os que são e os que são são vibradores. Caso procure por um que vibre, entenda onde acontece a vibração no brinquedo para que possa tirar melhor proveito. Em alguns modelos, a vibração é na porção traseira, fazendo com que a sensação seja leve ou moderada.

Já àqueles que possuem o motor no interior da prótese – como os rabbit -, levam a uma vibração mais intensa. 

Em relação a curvatura, saiba de antemão que todos os modelos são levemente inclinados, uma vez que o corpo responde melhor a esse formato. Há, no entanto, modelos com uma curva mais acentuada e esses buscam por uma estimulação do ponto G ou P (próstata).

3. Algemas

Um dos brinquedos sexuais mais populares são as algemas e, para os iniciantes, talvez as melhores escolhas sejam as de pelúcia. Elas são macias e não ferem o pulso, abrindo portas às descobertas do universo das amarrações.

Existem alternativas feitas em couro e pele sintética. Confortáveis, de amarrações ajustáveis e abrangendo uma ampla variedade de circunferência do pulso.

4. Vibradores com ponta dupla

Feitos com inúmeras funções (geralmente entre 7 e 10), são vibradores silenciosos que, na maioria das vezes, podem ser carregados via USB rendendo mais de duas horas de diversão ininterrupta. São feitos para estímulo simultâneo da cabeça do clitóris e do Ponto G.

Dê sempre preferência aos que sejam fáceis de limpar, feitos de silicone e à prova d’água. Muitos vem junto de um discreto estojo de viagem para que possam ser levados para todos os lugares sem chamar a atenção.

5. Vibradores de próstata

Se está transando com uma pessoa dotada de próstata e buscando por melhores métodos de masturbação ou diferentes experiências anais, o vibrador de próstata é ideal para a situação. Ele está no meio do caminho entre um vibrador e um plug. Ele garante encaixe confortável.

De novo, dê preferência a vibradores feitos de silicone e à prova d’água. Existem modelos com design recarregável e mais de cinco velocidades que podem ser alteradas através de um controle remoto.

6. Vibradores para Casais

Para os casais que estão buscando por um brinquedo para apimentar a relação ou que deixe as mãos livres para explorar outras partes do corpo do parceiro, esse tipo de vibrador oferece a estimulação simultânea do clitóris e do ponto G. Devido a seu design flexível, faz com que o parceiro penetrante também sinta as vibrações.

Alguns vêm com controle remoto para a personalização dos dois motores e, devido ao formato, garantem um ajuste confortável acima do osso púbico.

7. Anel peniano

Esse brinquedinho pode fazer com que as ereções durem mais tempo e, quando à prova d’água, não ficam restritos à ambientes “secos”: é possível levá-los ao chuveiro, ou a uma banheira. 

A maioria possui motor potente, com diferentes níveis de pulsação, fornecendo uma estimulação clitoriana surpreendente. São elásticos, fazendo com que caibam na maioria dos tamanhos de pênis. Existem ainda modelos recarregáveis via USB. É uma das melhores opções para casais que desejam descobrir novas sensações juntos.

8. Plugs anais

O primeiro contato com um plug anal pode causar estranhamento, mas há alternativas que fazem com que os iniciantes se sintam mais seguros e confiantes para experimentar. Busque por aqueles que possuam uma base mais alargada ou que a base tenha um formato que atue como “alça” no momento da remoção.

Dentro da categoria de base alargada, há ainda diferentes formatos e modelos. Alguns plugs contém saliências (bolinhas) em diferentes tamanhos, permitindo que, além da garantia de segurança – e fácil remoção posterior -, você possa testar os diferentes ajustes e encontrar o que funciona melhor.

Agora que chegamos ao final da lista, siga as nossas dicas e garanta já o brinquedo que transformará a sua vida sexual.

As 6 fantasias sexuais mais populares entre as mulheres

Fetiches mais populares entre as mulheres

“Mulheres não têm fantasias sexuais, ponto. Os Homens sim!”. Esta declaração absurda foi publicada em um artigo de revista, no ano de 1973. Naquele período, o pensamento de que mulheres não possuíam fantasias sexuais chocou-se ao lançamento do livro “My Secret Garden”, de Nancy Friday.

Em seu livro, a escritora expõe uma coleção de fantasias reais de mulheres, abrindo as portas para a realidade de que as mulheres fantasiam tanto quanto os homens, sim! É perfeitamente natural e saudável, quer coloque-as em prática ou as mantenha no universo das ideias.

Ao analisar diversos estudos e relatos de terapeutas sexuais sobre as experiências em consultório, foi possível chegar às 6 fantasias sexuais mais populares entre as mulheres. Acompanhe a nossa lista e veja se encontra a sua:

6. Masturbação

De acordo com um estudo realizado em Quebec, no ano de 2014, “ser masturbada pelo meu parceiro” ou “masturbar o meu parceiro” aparece nas fantasias de 72% e 68% das entrevistadas, respectivamente. 

Ainda quando o assunto é a masturbação, o The Journal of Sexual Medicine aponta que um número considerável de mulheres entre as entrevistadas gostariam de “ser masturbadas por um estranho” – o que vai de encontro ao terceiro item de nossa lista.

Para agradar a sua parceira através da masturbação, existem dois caminhos. O primeiro e mais recomendado é simples: pergunte a ela como gosta de ser tocada. Se ela prefere movimentos rápidos ou lentos, se gosta de ser penetrada com os dedos ou preferem ficar na estimulação clitoriana. 

Não há um padrão a ser seguido: cada qual responde a um estímulo diferente. Por isso, conversar é  o melhor caminho. Mas há também um outro caminho: havendo consentimento de sua parceira, você pode experimentar para descobrir do que ela gosta.

Varie movimentos e análise, através das reações físicas – ou verbais – de sua parceira se está agradando ou não. E, se for arriscar um estímulo clitoriano, lembre-se de que esta é uma região sensível que deve ser tratada com carinho.

Vibrador - Masturbação feminina - Fantasias sexuais

5. Participar de um Ménage

Houve, durante muito tempo, um consenso falacioso que nos dizia que a experiência do sexo a três era uma fantasia majoritariamente – quase exclusiva -, masculina. Com o passar dos anos, especialmente após a revolução sexual ocorrida entre os anos de 1950 e 1970, essa noção começa a mudar: 

Quando as mulheres passaram a encarar e a discutir a própria sexualidade, admitiram, que gostariam sim de estar com dois homens ou mulheres ao mesmo tempo; talvez com um homem e uma mulher. E que está é, na verdade, uma das fantasias femininas mais comuns. Pelo menos é o que nos diz 56,5% das entrevistadas do estudo

Nesse cenário, a mulher geralmente gosta de se imaginar sendo o centro das atenções ou sendo uma das duas pessoas que concentram a atenção em uma terceira.

Para descobrir se a sua parceira está no grupo que fantasia com um ménage, o caminho é, mais uma vez, o da conversa. Pergunte a ela o que pensa sobre o assunto; se é algo que ela gostaria de experimentar, qual seria o cenário?

Sobre os acordos feitos para um ménage produzimos um conteúdo exclusivo que você pode acessar clicando aqui. Nele estão contidas também algumas dicas de “etiqueta” para garantir uma experiência positiva a todos os envolvidos no sexo a três.

4. Ser Dominada

Uma média de 60 a 70% das entrevistadas afirmaram fantasiar sobre cenários de dominação. O Journal of Sexual Medicine subdividiu a categoria em cinco atos específicos, onde:

pouco mais de 50% das mulheres fantasiam sobre ser amarradas ou amordaçadas. 36,3% gostam da ideia de apanhar do parceiro e, há uma outra categoria, ainda mais intensa, que flerta com o território da fantasia de estupro, onde 28% das mulheres gostam da ideia (por favor, ênfase em ideia) de serem forçadas a fazer sexo. 

Dominação - sexo - fantasias mais populares entre as mulheres

3. Sexo com um desconhecido

60% das mulheres entrevistadas fantasiam sobre o sexo com estranhos, sem que haja qualquer tipo de compromisso. Há ainda uma categoria nebulosa que transita entre o sexo com um “desconhecido-conhecido”. 

Estamos falando sobre o “sexo com um famoso”, que corresponde ao desejo de pelo menos 51% das entrevistadas do estudo realizado pela Universidade de Montreal.

2. Transar em locais públicos ou locais incomuns

Quem não ama a adrenalina de poder ser flagrado durante o sexo? Há também quem goste de se exibir para uma ou mais pessoas. Essas fantasias, junto a de “Transar em um lugar pouco comum” é a segunda mais mencionada entre as mulheres, quando realizada a média dos estudos analisados.

E, embora seja uma fantasia comum, é sempre bom lembrar que no Brasil, sexo em locais públicos é considerado crime de ato obsceno. Por isso, tenha bom senso e seja criterioso. 

1. O sexo romântico e Apaixonado (ou o sexo em um local romântico)

Depois da dominação e do ménage, ninguém esperava por essa dose de baunilha, certo? Pois é o que diz o estudo realizado em Quebec, com mulheres entre 20 e 40 anos de idade, que aponta que aproximadamente 85% das mulheres entrevistadas fantasiavam sobre “sexo em um local romântico”.

O Instituto Kinsey já havia destacado que as fantasias sexuais das mulheres tendem a ser mais românticas e envolvem mais emoção do que as fantasias que os homens andam tendo.

Os dados percentuais do estudo realizado pela Universidade de Montreal mostram a incidência dessas fantasias no grupo de entrevistadas, onde: sexo com amor corresponde a 92% das fantasias, junto ao sexo “sob uma atmosfera especial (86,4%) e o sexo em um lugar romântico (84,9%).

É claro que, todos os estudos estão sujeitos ao número de entrevistadas, as diferenças etárias, a orientação sexual, cor, a fatores socioeconômicos e aos locais onde são realizados. Por isso, deixo a pergunta: 

Será que são mesmo essas as principais fantasias das mulheres? E elas tendem mesmo a ser mais românticas que as fantasias dos homens? E qual é a sua fantasia? Deixe o seu comentário e compartilhe os seus desejos. Caso tenha dado vida a alguma fantasia, nos conte como foi! 

Como funciona a masturbação vaginal

Masturbação vaginal

Vamos direto ao ponto: a masturbação é a melhor coisa que você pode fazer para aprender sobre o seu corpo. Através dela, entendemos como funciona o nosso ciclo de excitação, a quais toques somos sensíveis e quais são as nossas fantasias.

Muitas mulheres não são ensinadas a se masturbar e sequer sabem que a masturbação é uma prática saudável. Assim, para orientar marinheiras de primeiras viagem e quem ainda possui dúvidas sobre o assunto, elaboramos este nosso conteúdo. Acompanhe e dê início às descobertas sobre o seu corpo:

As partes do corpo envolvidas na masturbação

A vagina e o clitóris

Embora tratemos os orgasmos vaginais como uma categoria e os orgasmos clitorianos como outra separada, elas são, na verdade, a mesma coisa. Isso porque o clitóris não é apenas aquela saliência extrassensível. Ele se estende e envolve o canal vaginal.

A vagina, em si, não possui muitas terminações nervosas, então, quando você sente à excitação com algo a penetrando é, principalmente, porque a parte interna do clitóris está sendo estimulada e pressionada pelas paredes vaginais.

A parte externa do clitóris (a cabeça), possui mais de 8.000 terminações nervosas e é a única parte do corpo humano que existe exclusivamente para o prazer. Toda vez que uma pessoa com vagina se masturba, inevitavelmente, envolve o clitóris.

Mas não apenas

Antes de chegar ao clitóris e a vagina, experimente iniciar a masturbação estimulando outros pontos do seu corpo. Acaricie os seios, desça pela barriga, vá até as coxas e volte. Use pressões variadas ao tocar o corpo e lembre-se de respirar.

“Brinque um pouco” até que fique excitada. O clitóris prefere ser tocado quando já estamos no clima. Esse momento de exploração corporal é benéfico também para a vagina, pois é preciso lubrificação para que qualquer coisa entra ou saia. 

E, se a lubrificação tem sido um problema, você pode investir em um bom lubrificante para auxiliar a masturbação (é importante destacar que o lubrificante “auxiliará”, mas para que entenda o que impede uma lubrificação satisfatória e se isso tem afetado a sua vida sexual, consulte um especialista).

Claro que, lubrificantes não são essenciais. De forma geral, o nosso corpo se lubrifica naturalmente ao ser estimulado nas zonas de prazer. O que o lubrificante faz é intensificar isso. Um bom exemplo de como ele atua no momento da masturbação é pensar em uma cobertura no seu sorvete preferido. Ela não precisa estar ali para ele ser bom, mas o deixa mais gostoso, certo?

Como se masturbar

Não existe uma regra de como se masturbar. Somente a masturbação revelará quais são as suas preferências e quais os pontos estimulados que proporcionam mais prazer e satisfação. O que podemos oferecer são alguns caminhos:

Você pode iniciar a masturbação pela abertura da vagina e, em seguida, arrastar os dedos lentamente em direção ao clitóris. No caminho de volta para baixo, passe por um dos lábios e volte à abertura. Faça movimentos circulares e sobe e desce.

Ainda que esteja focada em um orgasmo penetrante, envolva a cabeça do clitóris na brincadeira: estimule-a da maneira que for mais gostosa para você até que o seu corpo atinja um pico de excitação.

Em seguida, vá para a penetração com um ou dois dedos ou uma penetração junto à estimulação externa. Alterne a “velocidade”, de movimentos, dos mais rápidos aos mais lentos, com maior ou menor intensidade na hora de estimular os órgãos.

Um dos movimentos preferidos para a penetração interna é o “vem aqui”, feito quando dois dedos são inseridos dentro da vagina e dobrados na segunda junta. Provavelmente é o que mais estimula o Ponto G (área sensível atrás do osso púbico), que pode levar a orgasmos mais intensos.

Tente colocar um pouco de pressão na abertura vaginal e, se for agradável, insira um dedo e explore-a. Quando estiver entendendo melhor a forma como o corpo reage, talvez seja o momento de incluir um dildo ou um vibrador para tornar a masturbação mais interessante.

Começar com os dedos é ideal para obter uma conexão mais direta e entender o que o seu corpo prefere, mas existem diversos brinquedos no mercado que fazem coisas que as mãos não são capazes de fazer.

Se estiver procurando por um brinquedo para a masturbação com penetração, comece com algo que tenha flexibilidade e movimento, não vá direto para os de aço inoxidável. E não entenda errado: eles são ótimos, mas talvez não sejam as melhores escolhas para iniciantes.

Os benefícios da masturbação

A masturbação é uma prática de autocuidado e autoexploração que oferece inúmeros efeitos colaterais positivos que vão além do bem-estar imediato.

Desde o começo falamos sobre melhorar a nossa consciência sexual, fazendo com que saibamos quais são os nossos desejos, vontades e as nossas necessidades sexuais. Isso tem um impacto no conforto e na qualidade das relações sexuais que passamos a ter.

Primeiro porque entrar em contato com as nossas necessidades eróticas é o caminho para a autoaceitação, o que impacta diretamente a nossa autoestima.

A sensação de liberdade e relaxamento faz com que a mente se livre de preocupações por um tempo e, dedicar-se a esse momento, nos mantém no “presente”, onde os medos do passado e as preocupações do futuro podem ficar de lado por um tempo.

O sexo passa a ser mais assertivo, conseguimos comunicar aos nossos parceiros ou parceiras o que gostamos. Para quem tende a priorizar as necessidades de outras pessoas na cama, essa autodescoberta pode modificar a dinâmica no quarto tornando a experiência sexual mais prazerosa.

A masturbação permite que nos libertemos de nossos tabus, pois sim, ainda existem muitos que permeiam a sexualidade e a expressão sexual. Algumas pessoas podem experimentar sensações de desconforto ou culpa ao masturbar-se.

Ler a respeito, pesquisar, praticar e conversar sobre o assunto pode ajudar a se libertar de crenças limitantes e permitir que descubra o prazer próprio, sem todas as restrições impostas pela sociedade. Por isso, tire um momento para se tocar e experienciar todas as maravilhas que vem junto da descoberta do próprio corpo.

O “beabá” da provocação e os seus benefícios para o sexo

Uma das melhores e mais fáceis maneiras de apimentar a relação é através da provocação. Ela pode ser feita ao longo do dia – através de fotos, vídeos e mensagens -, ou quando você toma a iniciativa na cama, levando para o quarto novos elementos.

O motivo da provocação ser tão efetiva é explicado por Christine Lozano, terapeuta sexual certificada. Segundo Lozano, “A provocação aumenta a atração para muitos devido a noção de que o amor busca proximidade, mas o desejo, distância”.

É um pouco paradoxo, mas a terapeuta completa: “Para alguns, a ideia do querer o que não posso ter no momento eleva a expectativa e a excitação”. E não apenas o desejo é intensificado, mas as provocações são capazes de adicionar, também, elementos de novidade e espontaneidade, que são sempre bem vindos e podem promover uma revolução na dinâmica sexual de um casal.

Um estudo publicado no ano de 2019 pelo Journal of Research in Personality mostra que as brincadeiras entre casais aumentam a conexão no quarto, além de promover uma sensação geral de bem-estar em um relacionamento. Por isso, se está tentando fugir da rotina e tentar algo diferente com o seu parceiro, adicione algumas pitadas de provocação e aproveite os resultados.

 

Se está disposto a experimentar, aqui estão algumas dicas para começar:

Inicie a provocação antes de chegar a cama:

Se intensificar o desejo é a chave, comece, então, a provocar o seu parceiro quando a cama não estiver por perto. As “preliminares” fora do quarto podem surtir efeitos inesperados e elevar a qualidade do sexo.

Experimente dar um beijo profundo e caloroso, com algumas mordidas e lambidas, antes de entrar em um espaço público onde nada além poderá ser feito. Os dois estarão excitados mas o não poder fará com que o desejo aumente, sendo compensado mais tarde.

Outra alternativa é enviar mensagens sexuais antes de um encontro. E a melhor parte é que as tecnologias atuais possibilitam que essas mensagens cheguem em diferentes formatos: podem ser palavras, GIFs, emojis, figurinhas, mensagens de voz, fotos ou vídeos. 

A principal vantagem é que você ainda terá tempo para elaborar o conteúdo e editá-lo para que as suas intenções fiquem claras o bastante!

A sexóloga Jess O’Reilly defende que “compartilhar o que deseja fazer ou o que gostaria que fizessem com você, quando juntos, intensifica o prazer na relação sexual”. Tenha isso em mente na hora de elaborar as suas mensagens.

Fale sobre as suas fantasias ou coloque-as em prática

Para não soar muito técnico ou robótico, certifique-se de criar um contexto onde as fantasias sexuais possam ser a pauta da conversa, o que não será tão difícil, afinal, todos nós temos fantasias sexuais. 

Explorá-las é sempre agradável e excitante, além de levar a ótimas experiências na cama – ou, pasmem: fora dela. De fato, não é preciso estar perto um do outro para que as fantasias sejam colocadas em prática.

Se você sempre considerou uma encenação e gosta de encarnar papéis na cama, porque não fazer uma proposta inusitada? Quem sabe uma ligação erótica onde você finja ser outra pessoa e vocês se masturbem mutuamente.

O mesmo vale para uma chamada de vídeo, que traz no pacote o elemento visual, que é imensamente excitante, especialmente para os homens. Uma dica é remover as peças de roupa lentamente. Mostrar cada parte do corpo e dizer ao seu parceiro o que gostaria que ele ou ela fizesse ali.

Por fim, tocar-se lentamente e, na masturbação, variar a intensidade, fazendo com que a chamada dure mais tempo e ambos possam desfrutar de alguns momentos de prazer.

O mais importante aqui é que ambos concordem em se divertir juntos e sem julgamento, aproveitando a distância para dar vida a algumas fantasias inesperadas ou criar o cenário para que outras aconteçam em momentos futuros.

Use brinquedos sexuais

Não é segredo para ninguém que existem diversas maneiras de usar um vibrador, mas na hora da provocação, ele atua como uma maneira divertida de excitar o parceiro e antecipar o que mais poderá acontecer durante o ato.

Um vibrador com controle remoto, por exemplo, pode ser um interessante aliado na hora da brincadeira. Ele é, sem dúvidas, muito útil no quarto, mas também pode ser usado quando estiverem em cômodos diferentes ou mesmo em locais públicos – com discrição.

Provocação e seus benefícios para o sexo - Brinquedos Sexuais - Vibrador 

Estimule novas partes do corpo

Quando o toque nos seios, a lambida no pescoço ou a masturbação não forem possíveis – especialmente em locais públicos -, é possível explorar diferentes áreas do corpo que podem levar à excitação. Aqui vão algumas dicas:

  • O Couro Cabeludo: Essa zona erógena pode soar como uma surpresa para muitos, mas o couro cabeludo possui milhares de terminações nervosas, que fazem dele sensível ao toque e, quando estimulado, libera os hormônios serotonina e dopamina.
  • Os punhos: Por serem regiões onde a pele é muito fina, o simples ato de beijar ou acariciar os punhos podem gerar respostas interessantes em seu parceiro. Experimente!
  • Sacro: Ou a parte inferior das costas. Nele, estão localizados nervos sacrais. Nas mulheres, os nervos sacrais disparam até a vagina, fazendo com que qualquer coisa ali – de toques leves a uma massagem completa nas costas -, seja imensamente prazeroso.

Leve elementos inesperados para o quarto

Outra maneira divertida de provocar o seu parceiro antes do sexo é através de experimentações. Você pode, por exemplo, usar calda de chocolate e morangos. Adicione-os em partes estratégicas do corpo do seu parceiro e experimente pegá-los com a língua. O mesmo vale para o chantilly.

E, se fazer do seu parceiro uma sobremesa não for muito a sua praia, você ainda pode percorrer o corpo do outro com cubos de gelo, provocando arrepios. Fazer o uso de fantasias para criar novos cenários pode também ser uma novidade interessante para a relação. Por fim, quando há consenso, o céu é o limite!

Independente de qual for a sua preferência, lembre-se do poder que há na provocação: ela cria o sentimento de antecipação, preenche o imaginário e intensifica o desejo, fazendo da experiência sexual memorável e, convenhamos: extremamente gostosa!

 Guia básico para iniciantes em BDSM

BDSM chicote algemas

No imaginário popular, distante da prática, o BDSM é geralmente visto de duas formas: como o sexo que faz o uso de vendas, gravatas de seda e algemas, ou, como um conjunto de práticas extremas, muitas vezes dolorosas.

Dentro de uma ideia inicial do que pode significar, muitos têm certeza que não gostam, sem que seja preciso experimentar. Enquanto há outros que possuem curiosidade, pesquisam sobre o assunto, mas não sabem por onde começar e como colocar em prática.

Se você é novo em BDSM, existem pontos essenciais que você precisa entender antes de dar início a qualquer atividade. Deixamos claro que não temos a intenção de percorrer todos os tópicos que perpassam o universo BDSM, mas fornecer um quadro geral para orientar quem deseja começar:

 Guia básico para iniciantes em BDSM

O BDSM (bondage, discipline, dominance and submission, sadomasochism, em português bondage*, disciplina, dominação e submissão, sadomasoquismo) envolve um conjunto de práticas e interesses sexuais que estão fora do mainstream. Essas práticas vão desde a dominação e submissão, até uma vasta gama de fetiches, sadismo e masoquismo. 

Olhando por fora, pode-se pensar em um universo limitado e muitas vezes fantasioso, mas não é bem assim. O mais recomendado para quem deseja iniciar no BDSM é realizar uma boa pesquisa online ou consultar livros centrados em BDSM/kink.

Há inúmeros artigos e páginas na internet que tem por objetivo aprofundar nas práticas de bondage, nas restrições psicológicas, regras e castigos (disciplina), na dinâmica de dominação e submissão e no sadomasoquismo — nós não temos a intenção aqui de enveredar por estes caminhos, nem explicar sobre terminologia (top, bottom, switch).

O objetivo é conversar com você, que deseja começar, sobre o que deve ser considerado e um caminho saudável a ser seguido para obter o máximo prazer da experiência.

Você pode – e recomenda-se -, começar de forma simples: manter-se com os olhos vendados e receber cócegas com uma pena, pelo corpo. Ou ter a pele tocada e espalmada por um chicote (comece com batidas mais leves e vá escalando).

Se esses primeiros passos o excitarem, você poderá avançar para o bondage, prendendo inicialmente os pulsos com gravatas, algemas ou semelhantes. Vale a pena tentar, também, gotejar a cera de uma vela de massagem pelo corpo.

Lembre-se apenas de criar palavras de segurança. Essas palavras serão as responsáveis por sinalizar os seus limites. Elas permitem uma sensação de controle quanto a ação, ao mesmo tempo em que estabelece uma relação de confiança entre os envolvidos.

Além de definir a palavra de segurança, é interessante definir, de antemão, quem assumirá o papel de dominante e quem será submisso. Seja claro sobre o que você está disposto a tentar e o que está fora da sua zona de conforto.

A conversa é a chave: ela fortalecerá a comunicação, aumentará a intimidade e criará um senso de confiança para extrapolar as inibições e experimentar novas brincadeiras sexuais, com segurança e conforto (na medida em que for possível e for a proposta da ação).

Algemada - Fetiches mais populares entre as mulheres

Além disso, recomendamos também que:

Não vá com sede ao pote.

Respire fundo e vá devagar. BDSM é uma ampla rede que abriga inúmeras atividades: há spanking para quem gosta de umas palmadas. Bondage, para quem se excita com restrições físicas. Dominância, brincadeiras com agulha e uma série de outras atividades. 

Muitos novatos em BDSM querem imediatamente experimentar todas as possibilidades e acabam se entregando demais. Não é o cenário ideal. É sempre bom ir com calma, evoluindo gradativamente, ciente de que há infinitas tentações, mas é possível experienciá-las com inteligência e no momento certo.

Entenda e converse sobre Consentimento

Se você não entende o básico sobre consentimento, é por aqui que deve começar, uma vez que toda a prática de BDSM é baseada nesse conceito importante. A falta de compreensão sobre o que significa “consentir” pode causar danos significativos a outras pessoas e a você também.

O consentimento deve ser ativo, entusiástico, contínuo, informado e, sobretudo, voluntário. Não deve ser, em hipótese alguma, um consentimento coagido ou manipulado.

Saiba que é tudo sobre prazer e diversão

Talvez você possa se sentir bobo ou estranho em suas primeiras experiências, fique com receio ou hesite ao realizar alguma ação: não há problema algum. Você cometerá erros até “aprender” e ninguém está preocupado com isso. 

BDSM é sobre diversão, é sobre explorar desejos, fantasias e sensações. Mantenha-se no espírito da aventura, sabendo que muitas atividades de BDSM são perigosas, sendo importante haver a troca com algum “mentor” ou educador de confiança (qualquer pessoa que esteja disposta a te orientar no início de seu caminho).

Essa pessoa facilitará o caminho para a diversão. Aproveite!

Determine a sua função

Estamos falando sobre um jogo de poder: há dominante e submisso; há sádico e masoquista. Há papeis sendo desempenhados, mas ambos têm o mesmo poder na hora de negociar a atividade.

Embora possa haver hierarquias pré-estabelecidas nas práticas BDSM, no momento de definir a estrutura da coisa todos tem “voz igual”. 

Escolha palavras de segurança

É muito encontrar quem utilize cores como palavra de segurança: O vermelho significa parar imediatamente, sem questionar. O amarelo, algo como “estou confortável, mas atingindo o meu limite” ou “preciso desacelerar”. O verde, “continue”.

Mas não precisa ser a sua escolha. Pode-se utilizar do simples, com o “pare”, “estou bem”, “continue” ou inventar o que for cair bem no momento em que precisar ser usada. 

Incertezas sobre conseguir ou não continuar, levam ao caminho do “pare”. E, o simples é benéfico para cenas intensas onde é difícil formular palavras ou pensar em qualquer coisa.

Estabeleça limites

Praticar o BDSM no quarto, não significa precisar abrir mão do controle de sua vida e da relação fora daquele ambiente. Algumas pessoas não estão interessadas no BDSM para além do sexo e, tudo bem.

Você e o seu parceiro devem conversar e entender o que o outro está procurando, respeitando os limites definidos por cada um.

Seja Honesto

Ao lado do consentimento, a honestidade é uma das bases do BDSM. Significa que o seu parceiro precisa saber algumas informações a seu respeito. Entre essas informações podem estar as suas experiências anteriores, as preocupações com saúde, os gatilhos emocionais ou qualquer prática que cause desconforto.

Fato é: o seu parceiro não sabe ler a sua mente e não é capaz de adivinhar instintivamente quais são os seus desejos, as suas necessidades e os seus limites. Por isso, converse.

Como pedir ao meu parceiro que use preservativo durante o sexo oral

Deseja pedir ao seu parceiro para que use preservativo durante o sexo oral e não sabe como? Está no lugar certo. Mas talvez também seja uma leitura necessária à você, que nunca havia pensado a respeito, mas entender a importância do uso da camisinha durante o oral.

Fatos não muito divertidos sobre o sexo oral

O principal motivo pelo qual profissionais de saúde defendem o uso da camisinha durante o sexo oral é muito simples (e sério): você ainda contrair infecções sexualmente transmissíveis na garganta; infecções que estão associadas à inúmeros casos de câncer, diga-se de passagem.

Isso acontece porque os vírus e as bactérias adoram as membranas mucosas úmidas da boca e da garganta. Logo, ao fazer sexo oral com uma pessoa portadora de sífilis, HPV, herpes, gonorreia ou clamídia, você corre riscos de contrair a infecção.

E a verdade é que não temos como saber – a menos que comunicados –, sobre o histórico sexual de quem nos envolvemos, especialmente quando estamos transando com alguém que não conhecemos tão bem. Por isso, considere o uso de preservativos sempre.

E como falar sobre isso com o meu parceiro?

Você pode começar apresentando os fatos sobre o sexo oral, expostos no último tópico. 

Não sendo motivo suficiente para convencer o seu parceiro, há duas alternativas aqui. A melhor é também a mais objetiva, onde você deixa claro que usarão camisinha para o sexo oral, pois é como você o faz. Não hesite em estabelecer os seus limites.

Até porque, existem diversas formas de abordar o assunto sem perder o tesão. Uma boa sugestão para manter o “clima”, é contar que se sente mais confortável e que, esse conforto faz com que chupe com mais vontade.

Também garanta que ele irá gostar da experiência, se der uma chance. 

A mensagem final, independente da forma como fizer, é enviada através de suas palavras e da linguagem corporal, com o objetivo de deixar claro ao seu parceiro que aquela camisinha é fundamental para o sexo incrível prestes a acontecer. 

O seguro morreu de velho

A melhor forma de introduzir o assunto e partir para um sexo oral mais seguro é estando preparado. Leve sempre com você a sua marca de preservativos preferida para o uso oral. No momento certo, pegue-a e faça bom uso.

E o momento certo, aqui, é o oral, mas não significa que não sirva a todos os outros tipos de sexo com penetração. A verdade é que ninguém deve depender do parceiro para fornecer os preservativos; você pode fazer isso por conta própria!

O seu parceiro tem o direito de escolher e está tudo bem.

O último ponto que devemos levantar, aqui, é de que o seu parceiro, após a exposição dos fatos e de como pode ser feito com a camisinha, tem o direito de escolher por não fazer ou receber oral. 

E não estamos dizendo que, por ele não aceitar os seus termos, você deve dar continuidade sem camisinha. De forma alguma. Ninguém deve fazer o que não deseja ou concorda.

O que estamos tentando dizer é que a escolha por não fazer sexo oral com preservativo tem a ver com as preferências de um indivíduo e não com as suas habilidades de fazer sexo oral.

E como tornar o sexo oral com preservativo mais gostoso?

Se estão prontos para continuar, há formas de fazer da experiência mais agradável: Você pode adicionar um pouco de lubrificante no interior do preservativo, para ficar bem escorregadio e colocá-lo no pênis com a boca ou com as mãos.

Vale lembrar que, um dos pontos chave desse tipo de sexo é o fato de ser escorregadio, úmido e quente; por isso, adicionar um pouco de lubrificante na parte externa do preservativo intensifica a sensação agradável proporcionada por um boquete.

Feito isso, proceda da forma como faria normalmente.

Qual o melhor tipo de preservativo para o sexo oral?

Não existe uma resposta única para esse tipo de pergunta. Ela variará de pessoa para pessoa. Os aromáticos e os lubrificados estão entre os preferidos para o sexo oral, mas evidentemente, todos os outros tipos serão potencialmente agradáveis, quando feito com vontade.

Vale a pena experimentar e testar diferentes possibilidades, uma vez que existem inúmeros tipos de camisinha no mercado: há as de látex, que a maioria conhece; também as camisinhas texturizadas, as aromáticas, as lubrificadas e as que não possuem látex.

O preservativo de látex é o tipo mais comum, amplamente utilizado. É elástico, durável e à prova d’água. As camisinhas texturizadas são aquelas que possuem, como o nome indica, texturas. Que são, por vezes, pontos em alto relevo para uma estimulação extra.

Os preservativos aromáticos são os que apresentam sabor; o gosto adocicado enquanto chupa faz desse tipo um dos preferidos para o sexo oral. E os lubrificados são os que adicionam uma lubrificação extra (todos os preservativos são pré-lubrificados).

As sem látex são destinadas a quem tem alergia ao látex sintético ou preferem uma sensação diferente durante o sexo. Seja qual for a escolha do preservativo, adicionar lubrificante segue sendo uma boa pedida para proporcionar a sensação desejada durante o oral.

Há lubrificantes que, como as camisinhas aromáticas, oferecem sabor e podem tornar a experiência interessante. A gama de sabores é ampla e vai do morango ao algodão doce.

Existem também lubrificantes que proporcionam efeito “quente” ou “frio”; alguns que se apresentam como “eletrizantes” e prometem pequenas sensações de “choque” durante o sexo.

Dica extra de segurança

Se você estiver usando um preservativo para fazer o sexo oral, certifique-se de trocá-lo por um novo antes de partir para o sexo vaginal ou anal. Os preservativos não são reutilizáveis e, ao não realizar a troca, voltamos àquela história: uma pessoa com herpes na boca é capaz de transmiti-la para a vagina ou para o ânus. 

Quando o assunto é o sexo seguro, todos têm os seus limites. Defendê-los é o segredo para ter o tipo de sexo que deseja, com muito prazer e conforto. Por isso, compre algumas camisinhas, arrume um pouco de lubrificante e esteja sempre preparado para uma nova experiência.

 

Como a sua imagem corporal pode afetar a sua vida sexual

Pode ser um desafio deixar os pensamentos de lado e manter a conexão com o seu parceiro ou parceira durante uma experiência sexual, quando você não se sente 100% confortável com o seu próprio corpo. 

E não apenas a conexão é ameaçada diante de uma imagem corporal negativa, mas aumentam-se as possibilidades de você não usar preservativos na hora do sexo. E o que fazer em relação a esse problema? Acompanhe o nosso conteúdo e descubra.

A imagem corporal negativa

Quando falamos sobre uma imagem corporal negativa, estamos nos referindo a sentimentos de insatisfação com a própria aparência, a emoções negativas associadas ao corpo e um alto nível de investimento em soluções estéticas.

A imagem corporal (negativa ou positiva), não se desenvolve isoladamente. O meio em que estamos inseridos, a mídia, a nossa família e os nossos amigos também exercem influência.  

Somos constantemente bombardeados pela exaltação de corpos clinicamente abaixo do peso, estrelas de reality shows ou instagramers que passaram por procedimentos estéticos radicais e aos quais nos sentimos pressionados a parecer, como se fosse o “correto”, quando na verdade são irreais, inatingíveis e não-naturais.

Quando se cria uma imagem corporal negativa, aumentam-se as chances de se envolver em comportamentos de risco, incluindo níveis mais baixos de auto eficácia quando falamos sobre o uso de preservativos.

Essa auto eficácia trata da iniciativa pela própria segurança. É o “não depender exclusivamente do parceiro para que ocorra um sexo seguro”. E por quê os níveis são mais baixos em pessoas com uma imagem corporal negativa?

Bem, algumas pessoas temem a rejeição e, por isso, não insistem no uso do preservativo ou prosseguem em uma relação sexual sem que haja qualquer segurança. Se já aconteceu com você e está preocupado com os impactos que uma imagem corporal negativa pode ter sobre a sua saúde e o seu bem estar, apresentaremos alguns caminhos que possam te ajudar.

Procure apoio profissional

O mais indicado quando a imagem corporal passa a afetar a vida, como um todo, é buscar o apoio de um profissional de saúde mental. O ideal é que o foco seja direcionado à função, e não a aparência de nossos corpos.

Devemos, em primeiro lugar, apreciar o nosso corpo pelo que ele é capaz fazer e não pela aparência que tem. Perceber as maravilhas que fazemos, fará com que desfrutemos do sexo de uma maneira diferente e façamos de forma segura.

Seja criterioso com o que segue nas redes sociais

Limitar o tempo online ou o conteúdo consumido enquanto estamos conectados pode ser uma grande ajuda no processo de modificação de uma imagem corporal negativa. Deixe de lado páginas e celebridades da internet que vendem o corpo magro-perfeito de maneira irresponsável.

Preencha o seu feed com um conteúdo que faça você se sentir bem com o seu corpo. Busque influenciadoras e influenciadores body positive e comece a celebrar todos os tipos de corpos, não apenas o padrão.

Evite pessoas que façam com que se sinta mal com o seu corpo

Não apenas as redes sociais devem ser retrabalhadas, mas também os nossos contatos offline. Cerque-se, sempre que possível, de pessoas que tenham uma visão positiva sobre corpos, que falem bem de si mesmas e estejam confortáveis por ser o que são.

Não tolere comentários negativos sobre o seu corpo, apenas por não atender aos padrões irrealistas de beleza dos dias atuais. Manter, em nossas vidas, pessoas que façam esse tipo de comentário nos levam a pensamentos autocríticos, desprezo pelo nosso corpo e uma comparação desfavorável a outros.

Também limite o poder da cultura da dieta entre os seus amigos e os seus familiares. Cultivar a ideia de que alguns corpos são feios ou ruins e precisam ser modificados, através de dietas ou outros procedimentos, podem levar a uma diminuição da autoestima.

Não alimente ou mantenha-se presente quando houverem conversas sobre “quem engordou”; nem incentive quando algum amigo ou familiar vier falar com tristeza que ganhou alguns quilos.

A cultura da dieta é tão destrutiva que, em uma pesquisa realizada com adolescentes da 9ª a 12ª série, nos Estados Unidos, descobriu-se que 59% das mulheres e 29% dos homens estavam tentando perder peso.

Mais que isso: 18% das meninas e 8% dos meninos ficaram, em algum momento dos 30 dias que antecederam o estudo, sem comer por 24 horas. Tudo isso para perder emagrecer. Estamos falando sobre crianças!

E como posso mudar a minha imagem corporal negativa?

Se você luta contra a imagem corporal negativa, aprender a mudar o seu diálogo interno é fundamental. 

Para isso, lembre-se daquela dica que falamos lá atrás: pense em todas as coisas que o seu corpo pode fazer. É com ele que você corre, dança, sorri ou pelo menos respira. E não tem problemas em passar algum tempo pensando em coisa por coisa que o seu corpo é capaz de fazer por você. Desenvolver essa consciência transformará a sua percepção sobre o seu corpo.

Liste também todas as coisas que gosta a seu respeito e deixe de lado, por enquanto, aquelas que são relacionadas a quanto você pesa e ao que aparenta ser. Leia a sua lista com frequência, e principalmente quando vier a crise. Lembre-se também de acrescentar novos itens a lista a medida em que se conectar com o seu corpo e descobrir o que mais gosta a seu respeito.

Vale lembrar, também, que toda a noção de beleza é subjetiva. Quando nós nos sentimos bem com quem somos e com o nosso corpo, o nosso senso de confiança e auto aceitação abre caminhos para que enxerguemos o belo. 

Por isso, quando as vozes na sua cabeça vierem dizer que o seu corpo não é adequado ou que você não é uma pessoa interessante por razões ligadas a sua aparência, interrompa esses pensamentos com um bombardeio de mensagens positivas. Repita quantas informações positivas forem necessárias para que as autodepreciativas desapareçam.

Por fim, faça sempre algo bom por você e pelo seu corpo. Deixe que ele saiba que você o aprecia e respeita com toda a história que ele conta. Passe mais tempo no banho, mantenha-se hidratado e tire uma boa soneca.

Trabalhe para construir uma autoestima forte e desfrute, como consequência, de uma vida sexual mais saudável e um bem-estar que não pressupõe a forma como se parece. Com o apoio de outras pessoas e um esforço centrado em mudar a percepção sobre o próprio corpo, vale a pena fazer investimentos e transformar a própria vida.