Saúde Sexual

Como lidar com a ejaculação precoce – dicas para retardar o orgasmo e melhorar a qualidade do sexo

Antes de começar, é bom que deixemos claro um ponto: não existe um padrão de tempo ou tempo ideal para se gozar. Isso varia de uma pessoa para outra e também nas diferentes relações que podemos ter ao longo da vida.

Não há qualquer problema em gozar mais “rápido” ou levar algum tempo para atingir o clímax. O problema começa a existir quando você ou o seu parceiro estão sofrendo com a ejaculação precoce a ponto de afetar negativamente a vida sexual.

Existem algumas dicas que podem beneficiar a relação e minimizar os impactos do problema. O indivíduo que sofre por atingir rápido o orgasmo pode recorrer a algumas alternativas, bem como existem procedimentos que o casal pode tentar na hora do sexo.

Para saber mais, acompanhe o nosso conteúdo e atente-se as dicas. Devemos destacar que, a leitura de um artigo não substitui a visita e o acompanhamento médico, especialmente quando afeta a autoestima e o bem-estar.

Algumas considerações sobre a ejaculação precoce

Embora algumas mulheres (cis) possam atingir o orgasmo mais rápido do que gostariam, esse é um problema vivenciado, na maioria das vezes, por homens (cis). 

Muito é dito sobre o assunto, mas não existem, ainda, estudos sólidos a respeito da ejaculação precoce que apresentem soluções definitivas.

O que se sabe é que um a cada três homens experimentam a ejaculação precoce em algum momento de suas vidas, pelo menos é o que estimam os profissionais da saúde. Diante desse cenário, há algumas alternativas que começam a aparecer:

Alguns recorrem a medicamentos, outros à masturbação ou anestésico. Por fim, a quem encontre a solução através da terapia. A maioria das opções vem acompanhada de prós e contras. Veja:

Medicando a ejaculação precoce

Não existem medicamentos hoje no mercado que tratem especificamente da Ejaculação precoce. Quando medicada, geralmente é feito o uso de inibidores seletivos da receptação de serotonina (também conhecidos como antidepressivos).

Esses medicamentos podem atuar no organismo retardando o orgasmo, o que faz deles uma escolha para alguns indivíduos que sofrem com o problema. É claro que esta é uma estratégia mais radical e deve ser, obrigatoriamente, acompanhada e indicada por um profissional qualificado.

Sabendo da existência dessa possibilidade, a nossa orientação é que agende uma consulta e converse com o seu médico sobre a possibilidade de inserir medicações no tratamento da ejaculação precoce (ou recomende a seu parceiro que faça isto).

A masturbação como alternativa

Menos agressiva que a medicação, está a masturbação como forma de reduzir os impactos da ejaculação precoce na vida sexual de um casal. Aqui, você (se for o afetado) ou o seu parceiro devem se masturbar antes da relação sexual acontecer.

Embora possa ser um método efetivo, ele depende de planejamento, pois você precisará saber com antecedência 1) quando irá transar e 2) qual é o seu (ou de seu parceiro) período refratário. 

O período refratário é o tempo após o orgasmo durante o qual alguém não consegue ter uma ereção novamente. Por isso, o método demandará um pouco mais de atenção e elaboração. 

É claro que se for algo que precisa ser solucionado para que o sexo aconteça de uma força melhor, vale a pena experimentar e ver como funcionará na dinâmica do casal.

Os agentes anestésicos para retardamento do orgasmo

Algumas pessoas recorrem a agentes anestésicos. Eles são fáceis de obter e geralmente ficam na ala de saúde sexual da maioria das farmácias, junto aos preservativos. Quando aplicados no pênis, diminuem a sensibilidade.

Essa diminuição pode auxiliar a retardar o orgasmo em quem tem uma tendência ou está passando por um momento de superestimulação. Mas há, também, uma desvantagem.

Indivíduos que experimentaram os agentes anestésicos como solução ao problema relataram que a perda de sensibilidade é excessiva, o que torna difícil manter uma ereção. Então aqui, além de atenção, será preciso encontrar o equilíbrio.

A Terapia

A terapia pode auxiliar à superação de episódios de ejaculação precoce. Pelo menos é o que aponta um estudo realizado com 58 pessoas que sofrem com o problema. Ao visitar um terapeuta entre duas e três vezes por semana (um total de seis), 80% dos participantes reportaram melhorias.

Um terapeuta é capaz de ajudar você ou o seu parceiro a descobrir quaisquer questões psicológicas subjacentes que podem estar contribuindo para um orgasmo mais rápido.

O que o casal pode fazer

Caso você ou o seu parceiro estejam sofrendo com episódios de ejaculação precoce, existem coisas que o casal pode tentar. 

A primeira delas gira em torno de direcionar o foco do prazer e estímulos para o parceiro que está sendo “deixado na mão” durante a experiência sexual. 

Após essa pessoa (que pode ser você) atingir o orgasmo é que deve-se iniciar qualquer ato que possa levar a ejaculação, seja o sexo vaginal, anal ou oral. Vale o que for proporcionar mais prazer e tornar mais agradável a experiência dos envolvidos.

Masturbação vaginal

Uma outra alternativa é começar e parar, começar e parar, começar e parar. Sim, exatamente o que parece: dá-se início a penetração, há movimentos sutis, e, quando começar a sentir a temperatura aumentando, pare por completo!

Isso acalmará os ânimos, afastando a ejaculação até que vocês possam voltar para mais um pouco (pausa; e mais um pouco. pausa; mais um pouco). Aproveite os intervalos para se tocar (ou tocar o seu parceiro) e para dizer tudo o que acontecerá nos momentos futuros. Isso manterá o clima do momento e fará que os dois continuem animados.

Existe uma terceira possibilidade, onde aperta-se o pênis antes que atinja o orgasmo. Quando estiver “quase lá”,  uma dica é agarrar o pênis entre a glande e o eixo e apertá-lo por 30 segundos. É a opção mais deliciosa? talvez não, mas sem dúvidas interrompe o que está por vir. Pode ser repetido algumas vezes durante o sexo para retardar o orgasmo.

Por fim, se a velocidade em que se atinge o orgasmo está sendo um problema na relação, não fique chateado: cá estão algumas das diversas soluções possíveis. Experimentem e encontrem o melhor caminho para uma vida sexual satisfatória.

Como a sua imagem corporal pode afetar a sua vida sexual

Pode ser um desafio deixar os pensamentos de lado e manter a conexão com o seu parceiro ou parceira durante uma experiência sexual, quando você não se sente 100% confortável com o seu próprio corpo. 

E não apenas a conexão é ameaçada diante de uma imagem corporal negativa, mas aumentam-se as possibilidades de você não usar preservativos na hora do sexo. E o que fazer em relação a esse problema? Acompanhe o nosso conteúdo e descubra.

A imagem corporal negativa

Quando falamos sobre uma imagem corporal negativa, estamos nos referindo a sentimentos de insatisfação com a própria aparência, a emoções negativas associadas ao corpo e um alto nível de investimento em soluções estéticas.

A imagem corporal (negativa ou positiva), não se desenvolve isoladamente. O meio em que estamos inseridos, a mídia, a nossa família e os nossos amigos também exercem influência.  

Somos constantemente bombardeados pela exaltação de corpos clinicamente abaixo do peso, estrelas de reality shows ou instagramers que passaram por procedimentos estéticos radicais e aos quais nos sentimos pressionados a parecer, como se fosse o “correto”, quando na verdade são irreais, inatingíveis e não-naturais.

Quando se cria uma imagem corporal negativa, aumentam-se as chances de se envolver em comportamentos de risco, incluindo níveis mais baixos de auto eficácia quando falamos sobre o uso de preservativos.

Essa auto eficácia trata da iniciativa pela própria segurança. É o “não depender exclusivamente do parceiro para que ocorra um sexo seguro”. E por quê os níveis são mais baixos em pessoas com uma imagem corporal negativa?

Bem, algumas pessoas temem a rejeição e, por isso, não insistem no uso do preservativo ou prosseguem em uma relação sexual sem que haja qualquer segurança. Se já aconteceu com você e está preocupado com os impactos que uma imagem corporal negativa pode ter sobre a sua saúde e o seu bem estar, apresentaremos alguns caminhos que possam te ajudar.

Procure apoio profissional

O mais indicado quando a imagem corporal passa a afetar a vida, como um todo, é buscar o apoio de um profissional de saúde mental. O ideal é que o foco seja direcionado à função, e não a aparência de nossos corpos.

Devemos, em primeiro lugar, apreciar o nosso corpo pelo que ele é capaz fazer e não pela aparência que tem. Perceber as maravilhas que fazemos, fará com que desfrutemos do sexo de uma maneira diferente e façamos de forma segura.

Seja criterioso com o que segue nas redes sociais

Limitar o tempo online ou o conteúdo consumido enquanto estamos conectados pode ser uma grande ajuda no processo de modificação de uma imagem corporal negativa. Deixe de lado páginas e celebridades da internet que vendem o corpo magro-perfeito de maneira irresponsável.

Preencha o seu feed com um conteúdo que faça você se sentir bem com o seu corpo. Busque influenciadoras e influenciadores body positive e comece a celebrar todos os tipos de corpos, não apenas o padrão.

Evite pessoas que façam com que se sinta mal com o seu corpo

Não apenas as redes sociais devem ser retrabalhadas, mas também os nossos contatos offline. Cerque-se, sempre que possível, de pessoas que tenham uma visão positiva sobre corpos, que falem bem de si mesmas e estejam confortáveis por ser o que são.

Não tolere comentários negativos sobre o seu corpo, apenas por não atender aos padrões irrealistas de beleza dos dias atuais. Manter, em nossas vidas, pessoas que façam esse tipo de comentário nos levam a pensamentos autocríticos, desprezo pelo nosso corpo e uma comparação desfavorável a outros.

Também limite o poder da cultura da dieta entre os seus amigos e os seus familiares. Cultivar a ideia de que alguns corpos são feios ou ruins e precisam ser modificados, através de dietas ou outros procedimentos, podem levar a uma diminuição da autoestima.

Não alimente ou mantenha-se presente quando houverem conversas sobre “quem engordou”; nem incentive quando algum amigo ou familiar vier falar com tristeza que ganhou alguns quilos.

A cultura da dieta é tão destrutiva que, em uma pesquisa realizada com adolescentes da 9ª a 12ª série, nos Estados Unidos, descobriu-se que 59% das mulheres e 29% dos homens estavam tentando perder peso.

Mais que isso: 18% das meninas e 8% dos meninos ficaram, em algum momento dos 30 dias que antecederam o estudo, sem comer por 24 horas. Tudo isso para perder emagrecer. Estamos falando sobre crianças!

E como posso mudar a minha imagem corporal negativa?

Se você luta contra a imagem corporal negativa, aprender a mudar o seu diálogo interno é fundamental. 

Para isso, lembre-se daquela dica que falamos lá atrás: pense em todas as coisas que o seu corpo pode fazer. É com ele que você corre, dança, sorri ou pelo menos respira. E não tem problemas em passar algum tempo pensando em coisa por coisa que o seu corpo é capaz de fazer por você. Desenvolver essa consciência transformará a sua percepção sobre o seu corpo.

Liste também todas as coisas que gosta a seu respeito e deixe de lado, por enquanto, aquelas que são relacionadas a quanto você pesa e ao que aparenta ser. Leia a sua lista com frequência, e principalmente quando vier a crise. Lembre-se também de acrescentar novos itens a lista a medida em que se conectar com o seu corpo e descobrir o que mais gosta a seu respeito.

Vale lembrar, também, que toda a noção de beleza é subjetiva. Quando nós nos sentimos bem com quem somos e com o nosso corpo, o nosso senso de confiança e auto aceitação abre caminhos para que enxerguemos o belo. 

Por isso, quando as vozes na sua cabeça vierem dizer que o seu corpo não é adequado ou que você não é uma pessoa interessante por razões ligadas a sua aparência, interrompa esses pensamentos com um bombardeio de mensagens positivas. Repita quantas informações positivas forem necessárias para que as autodepreciativas desapareçam.

Por fim, faça sempre algo bom por você e pelo seu corpo. Deixe que ele saiba que você o aprecia e respeita com toda a história que ele conta. Passe mais tempo no banho, mantenha-se hidratado e tire uma boa soneca.

Trabalhe para construir uma autoestima forte e desfrute, como consequência, de uma vida sexual mais saudável e um bem-estar que não pressupõe a forma como se parece. Com o apoio de outras pessoas e um esforço centrado em mudar a percepção sobre o próprio corpo, vale a pena fazer investimentos e transformar a própria vida.